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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Rentrée

E mais um ano lectivo começa. Desta vez estou em minha casa, no meu quarto remodelado, com uma decoração nova e completamente ao meu gosto.

Ainda há vestígios de Londres, umas caixas para arrumar, coisas para catalogar...Enfim.

Contudo há também o início de algo novo. Eu pensava que pensar à FCSH seria fazer novos amigos, pois não teria nenhuma cara conhecida, mas enganei-me. Velhas caras receberam-me de braços abertos e com muita simpatia. O meu ego sentiu-se bem. Por alguma razão senti sempre que a minha base de amigos não era na faculdade e agora acho que pode ser o começo de algo importante e bom. Isto não quer dizer, obviamente, que eu não tivesse amigos de anos anteriores, mas alguns já não estão lá e, por outro lado, cada um tem a sua vida.

O regresso a Portugal foi muito agitado. Comecei logo a trabalhar nos festivais de verão, reencontrei-me com os meus amigos e tentei aproveitar ao máximo a cidade de Lisboa. Sinto-me mais velha, não só em termos de idade, mas mesmo como pessoa. Parece que num ano fiz muito e que evoluí. Isto para dizer que este blog tinha tanto pó como tem agora a minha mesa de cabeceira (que não deve ser limpa há dois meses!).

E agora vou voltar para as minhas traduções de Francês, e parar de engonhar!

Espero actualizar-me em breve.

C.
xx

quinta-feira, 25 de junho de 2009

AHHHHHH

AHHHHHHHHH!

O pior já foi, e não podia ter corrido...PIOR!

Foi terrível! Sabia razoavelmente bem três perguntas e as outras três ficaram em branco...
Nunca me aconteceu isto...Foi um teste do 8 ao 80. Entreguei o teste e disse à prof que iria a melhoria (vou pagar 7€ para demonstrar conhecimento o.O). O olhar não foi muito reconfortante, a senhora disse-me "Então prepare-se".

Falta Linguística, Prática de Tradução de Ciências Sociais e Humanas (/irony mode on/chuta aí um daqueles textos com um Português apurado, Vanessa /irony mode off/) e Espanhol. Sendo que o de Linguística é aquele que me vai tirar mais o sono - literalmente.

Quero o Verão! Praia, festivais e Paris. Quero bronze e música. Guiar de janela aberta e óculos de sol e sentir a brisa do fim de tarde...

Por agora fico-me pela brisa do virar das páginas dos livros e apontamentos.


PS - Já parava com os posts da Faculdade o.O

domingo, 14 de junho de 2009

Contagem Decrescente

And here we go again!

É a recta final. Aquele esforço heróico. O tudo ou nada.

Mas este semestre o sabor não é o mesmo. Não é que a vida me tenha corrido mal, mas o horário absurdo que tenho actualmente mexeu com o meu estado físico e psicológico. Insónias, má alimentação, café, trabalhos em cima do joelho (I declare myself guilty) e chegar a casa às 22h quase todos os dias fez com que eu sentisse que podia ter dado mais e que eu sou melhor do que aquilo que vai aparecer na pauta.

De facto, sei que podia fazer mais. Podia ter-me organizado melhor, podia ter feito as coisas mais cedo, podia ter dormido quando efectivamente não conseguia trabalhar. O problema é que muitas vezes nem a exaustão me deixava dormir. Como não dormia, estudava. Foi um ciclo vicioso, que agora está a terminar.

Obviamente que o tipo de cadeiras que fiz também exigiam mais, e é talvez por isso que não sinto aquela realização pessoal.

Penso que não vou morrer na praia, mas por pouco que não acontecia. Eu não sou assim e em Londres espero não ter um choque, pois penso que caso aconteça algo do género me vou sentir desamparada.

Faltam 8 dias para o meu merecido descanço.

cumps.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Pardon my French: que se foda a burocracia!

Todos nós tratamos de burocracia. Uns papéis mais acessíveis que outros, mas sempre uma valente chatice de os preencher.

Ora, nas últimas duas semanas andei louca a pesquisar tudo sobre os cursos e departamentos em King's College. Primeiro, o choque inicial, tudo muito confuso, muitos menus, menus escondidos, informação pouco clara. Depois, o preenchimento dos ditos formulários. É a loucura, cada vez que olho para lá tenho mais uma dúvida,e ajudas nada, porque mandei um mail há 3 dias e só hoje recebi a resposta, e os ditos formulários ainda vão correr meio mundo de assinaturas até serem definitivamente enviados para Londres.

Com isto tenho a dizer: - Que se foda a burocracia! Os ingleses são uns melgas (para não dizer algo mais feio, uma vez que já estou a ser bardajona o suficiente) e pedem umas paneleirices dumas informações, sem se quer avisarem as faculdades com as quais têm acordos (sim, porque tenho colegas que vão para outras faculdades no RU e também tiveram o mesmo problema. Os nosso professores/coordenadores de cá iam tendo um ataque...)!

Assim que enviar os papéis durmo melhor. P**a que os pariu!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Will you let me romaticise?


Não poderia haver um outro título para a notícia que aqui vou partilhar.

Para grande surpresa minha, fui aceite (um pouco à última da hora) em King's College London.

A minha luta interior Londres vs Paris pendeu para o lado que, para mim, tinha mais força, embora eu estivesse convencidíssima que ir para a Sorbonne tinha uma importância muito maior a nível profissional, do que ir para King's College.

Nunca consegui explicar o fascínio que tenho por Londres, apenas sei que desde miúda o tenho. E Paris é sempre uma cidade mágica e eu própria sei isso pelos longos passeios que fiz junto ao Sena e pelas ruas com aquelas janelas e portadas longas. Em qualquer uma das duas chove muito, portanto não seria nunca uma escolha atmosférica.

Talvez nunca vá ter outra oportunidade como a que agora estou a ter: a de viver numa cidade que quero explorar ao máximo, que me diz tudo e que me vai ensinar coisas que eu agora desconheço. Permanecer por lá, viver lá, nem que seja por pouco tempo.
Se entrar no programa Erasmus é por si uma experiência absolutamente enriquecedora, entrar e ir para uma cidade que nos diz muito é ainda mais gratificante.



Will you let me romanticise
The beauty in our London Skies
You know the sunlight always shines
Behind the clouds of London Skies


London Skies, Catching Tales
Jamie Cullum

terça-feira, 28 de abril de 2009

Estados em Branco

E um dos piores exames do semestre passou (falta o de Junho).

Desde o início de curso que oiço falar da tão temida História da Tradução. Pensei que toda a gente fazia grande alarido sem grande necessidade. How wrong was I!

Não é o facto daquilo que se estuda ser complexo, é o facto de ser terrivelmente extenso e detalhado. Às tantas perguntamo-nos o que é realmente relevante para a Tradução, o que é que excluímos como essencial e acessório.
Nunca me passaria pela cabeça falar de Alfabetos (estava tão no escuro e na ignorância), Abadias, monges...História das diferentes línguas já faz mais sentido.
Agora imaginem-se a estudar cerca de dez alfabetos, sistemas de escrita, o aparecimento das línguas inglesa, francesa, alemã, espanhola e portuguesa, o papel da tradução nas literaturas das mesmas e não sei quantos homens (por acaso, nunca mulheres!), incluindo reis, monges, homens das ciências, ou mesmo comerciantes de cerveja...É UMA CARGA BÁRBARA DE INFORMAÇÃO! Ainda por cima, com os tais pormenores que não sabemos se interessam realmente para a tarefa que os tradutores desempenharam.

Posto isto, na última semana, pricipalmente nos últimos quatro dias, estive a assimilar coisas, com a consciência que não iria fixar grande parte delas. Quanto mais me apercebia de quão extensa era a matéria, mais vazio sentia o meu cérebro.

Hoje, pelas 14h, sentei-me e pensei - "Não sinto nada, estou em branco, fui formatada". Recebi o enunciado, li-o prontamente e pensei novamente - "Porra, estou tramada!" (na realidade fui mais bardajona). Peguei no rascunho, escrevi nomes, datas, locais, às vezes frases inteiras. Escrevi as respostas, pensando a espaços que eu sabia mais do que aquilo que estava a escrever, coisas que eu tinha escrito, e reescrito, e dito a mim mesma que aquilo era informação chave, que eu sabia, efectivamente aquilo que faltava.

Ponto final. Estou em branco de novo.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Pânico

Há pelo menos dois anos que a minha mãe me diz algo do género 'tu não eras assim tão desorganizada'.
Passo a explicar: entre os 12 e os 17 anos eu tinha uma maneira irritante de ser meticulosamente arrumada. Digo irritante porque eu fazia coisas como demorar uma hora a alisar o edredon da cama (sim, porque fazer a cama era puxar o edredon, ajeitar a almofada por cima e manta, aquando do Inverno). Chegava ao ponto de proibir a empregada de limpar a estante para não alterar a ordem das bonecas ou dos livros. Ou seja, era mais o tempo que eu passava a arrumar o raio do quarto em vez de brincar com as ditas bonecas.

Hoje em dia, muito por culpa dos exames nacionais e da posterior entrada na faculdade, eu sou um tanto ou quanto preguiçosa nesse aspecto. Demoro algum tempo a organizar os papéis (mas quando os organizo é a sério), acumulo muitos apontamentos por passar a limpo e ando a fazer trabalhos muito em cima do prazo. (Se a minha avó soubesse o que é um blog e andasse por essa Internet fora a navegar, deserdava-me!) Não sei se é o facto de ter demasiada coisa em que pensar, se são as coisas como a música, as séries de TV ou a própria arrumação do quarto que me distraiem.

Eu de facto não era assim...SÃO 4H DA MATINA E EU ESTOU A PASSAR APONTAMENTOS DE HISTÓRIA DA TRADUÇÃO QUE DATAM DE 4 DE MARÇO ATÉ HOJE...Cadeira muito feia por sinal...
De qualquer das maneiras, há mais de uma semana que eu nunca tenho sono antes das 6h, por isso vou mas é aproveitar que me deu a vontade...Sim, porque o meu problema é que me venham as ganas de estudar e organizar o meu quarto (até porque a roupa que possuo é muita e tende a acumular).

Ai, céus!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Quando muito se quer

Todos nós temos algo que queremos muito na vida. Nem que seja querer não querer nada.

Quem me conhece sabe que eu tenho uma paixão enorme por Londres. Sempre quis lá estudar e fazer Erasmus é a única hipótese que tenho para passar uns bons meses na cidade. Acontece que eu só me posso candidatar e esperar que um milagre aconteça, visto que o protocolo assinado com King's College é com outro departamento que não o meu, logo eu não tenho prioridade no processo de selecção.

Paris será a minha segunda opção, já conheço bem a capital francesa, mas o facto de as aulas serem em francês (apesar de falar razoavelmente a língua) e dos exames serem em francês deixa-me com um pé atrás. Em Paris teria sempre família e dicas para me movimentar na cidade e óbvio que culturalmente é tão fascinante como Londres...Contudo Londres tem o seu je ne sais quoi.

Quando muito se quer a decepção pode ser grande. If you don't play, you can't win. I shall win.