BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS
Mostrar mensagens com a etiqueta Vida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vida. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Conversa com o Nevoeiro

- Nevoeiro porque não te vais e me deixas falar com o céu?
- Por vezes eu tenho que intervir.
- Mas porquê?
- Porque eu trago o branco e o nada, e há quem precise que na cabeça não se passe nada mais que o nada.
- Mas eu não consigo fazer com que não se passa nada, que tudo seja branco. Por isso queria ver o céu.
- Porquê ver o céu quando podes ver todo o nada em mim?
- Porque o céu tem várias cores. Porque no céu há réstias de Verão e Inverno. Porque no céu se vê o infinito.
- Mas se nunca sentes o nada em ti, como consegues suportar todas essas inquietações, todas essas hipóteses que a tua cabeça formula a toda a hora?
- Não consigo, mas nem tu, nem o céu me vão dar respostas. Eventualmente eu encontrá-las-ei.
- Eventualmente...Mas fazia-te bem, por um segundo, deixares a tua mente cair no meu regaço e esquecer essa frustração, essa tristeza, essa culpa.
- Talvez, talvez. Mas o teu branco é incerto, é dúbio. Chega até a ser perigoso. Não sei o que pode acontecer no meio da tua brancura e do teu nada. E a culpa...A culpa é da minha fé nos outros.
- Pois, eu de facto não mostro tudo com clareza não. Não te preocupes, vou-me embora em breve.
- Obrigada.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Rentrée

E mais um ano lectivo começa. Desta vez estou em minha casa, no meu quarto remodelado, com uma decoração nova e completamente ao meu gosto.

Ainda há vestígios de Londres, umas caixas para arrumar, coisas para catalogar...Enfim.

Contudo há também o início de algo novo. Eu pensava que pensar à FCSH seria fazer novos amigos, pois não teria nenhuma cara conhecida, mas enganei-me. Velhas caras receberam-me de braços abertos e com muita simpatia. O meu ego sentiu-se bem. Por alguma razão senti sempre que a minha base de amigos não era na faculdade e agora acho que pode ser o começo de algo importante e bom. Isto não quer dizer, obviamente, que eu não tivesse amigos de anos anteriores, mas alguns já não estão lá e, por outro lado, cada um tem a sua vida.

O regresso a Portugal foi muito agitado. Comecei logo a trabalhar nos festivais de verão, reencontrei-me com os meus amigos e tentei aproveitar ao máximo a cidade de Lisboa. Sinto-me mais velha, não só em termos de idade, mas mesmo como pessoa. Parece que num ano fiz muito e que evoluí. Isto para dizer que este blog tinha tanto pó como tem agora a minha mesa de cabeceira (que não deve ser limpa há dois meses!).

E agora vou voltar para as minhas traduções de Francês, e parar de engonhar!

Espero actualizar-me em breve.

C.
xx

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sem título

Sem título.

Hoje a vida deu-me uma nova chapada. Estou em choque. Estou revoltada.

Acho que sempre encarei relativamente bem a morte do meu pai. Não me conformei, como é óbvio. A vida foi puta (não há outro nome), levou-o quando ele estava quase curado, embora ele tenha sempre dito que ia morrer cedo...

Ontem, depois de ver Glee, lembrei-me que a minha mente já não consegue encontrar a memória da voz dele...Consigo ver gestos, olhares, expressões, mas a voz perde-se com o passar do tempo. Acordo e tenho a notícia de que a mãe de um amigo meu, de quem eu gostava, partiu. E partiu sem aviso ou sinal.

O que me dói é que eu não estou no meu país para poder abraçar o meu amigo. Porque por mais que eu escreva, são só palavras. Eu sei que neste momento ele quer tudo menos palavras. Eu só precisei de estar um pouco sozinha, e de abraços. Os abraços são quentes, os abraços fazem-nos continuar, porque (cliché dos clichés) a vida continua. Destesto esta frase 'a vida continua'. Continua, mas nós temos que aprender a continua-la. A nossa perspectiva muda, a nossa sensibilidade também. Vemos a vida de uma outra maneira. Ás vezes tenho medo, muito medo. Outras não, outras acordo e vivo.

Eu achava que tinha aprendido a lidar com a morte, mas não. Enganei-me. Enganei-me porque sinto esta revolta, aquele nojo do acaso, de saber que não vou encontrar-me mais com essa pessoa ou com o meu pai. Porque consigo imaginar exactamente a sensação de vazio que vai na alma dele. Consigo imaginar o quão pesaroso deve estar a ser estar em casa.

Para ti só posso dizer: chora, chora muito. Depois pára, olha lá para fora e deambuleia. O tempo não cura, mas sara. A única certeza que vais ter é que a ferida poderá abrir de vez em quando. Mas passa. Agarra-te às pequenas memórias, aos pequenos gestos, aos momentos. Recorda isso com um sorriso, e não com uma lágrima, mesmo que por vezes não consigas evitar.
Gostaria muito de estar contigo, apesar de me sentir desiludida connosco nos últimos tempos. Gostaria de estar aí e ser um ombro.

O karma é foda mesmo. Mas depois da parte negativa, vem sempre a melhor parte.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

De olhos abertos

Há momentos na vida em que uma pessoa não vê um palmo à frente dos olhos.

Por exemplo, quando estamos nervosos e procuramos algo ou alguém. No meio da confusão e da azáfama não reparamos que o objecto ou a pessoa está mesmo à nossa frente. Até aqui tudo bem, não é nada de grave.

Mas ocorrem situações que a pessoa pode prejudicar-se a sério com o facto de não ver um palmo à frente dos olhos.
Ler mal nas entrelinhas, ou pura e simplesmente, como me tem acontecido várias vezes ultimamente, ler erradamente o que me é dito numa mensagem são exemplos disso.

Mas o erro crasso é o do ser humano, especialmente quando está emocionalmente engajado. Este já me aconteceu um bom par de vezes - estar numa relação e não ver nada do que se passa à volta. Ou melhor, eu até via, mas não me dava ao trabalho de me importar por comodidade. Mas há pessoas que fazem ainda pior do que eu, que é não ligar nenhuma a pessoas ou acontecimentos à sua volta por querer dedicar-se à cara de metade. Isto não é inteiramente negativo, se fosse comigo eu gostaria dessa atenção, mas alertaria para essa eventualidade. Depois, se a relação acaba, um dos intervenientes acaba por abrir os olhos e ver aquilo que estava a perder - pessoas com quem dantes não travava conhecimento, não ligava e que agora têm toda uma intimidade. Chega até a ser irritante tal era o grau de cegueira.

Ou eu sou egoísta ou então sou apenas realista e tenho o prazer de dizer 'Eu bem te disse'.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Lists

I love lists.

I make loads of them, I lose them, I find them later. It is quite funny.

Now that my main dream came true, I have set up a new list of goals. It concerns mainly travelling, but also my academic and professional life.

1. 2010-2011 - finish my degree and apply for the internship on the European Union.

2. Autumn/Winter 2010 - Prague and Budapest. Quick trips, like I am doing now with Italy.

3. Summer 2011 - Inter-Rail - I will obviously cut the UK and Paris. Spain will be just the remaining cities in the north I haven't seen. Definitely the south of France, Holland (repeat Amsterdam and visit a couple of new ones), Germany, Italy (Milan, Rome and I am still choosing cities in both north and south), Poland, Switzerland, Czech Republic and Croatia.

if not

Buenos Aires, Argentina - as a volunteer :D

Places I want to go after, when I have my life a little bit more established:

. Sicily
. Sardinia
. Corse
. Sofia
. India


It sounds a lot, but I have proved to myself that little by little, I can keep dreaming and making my lists.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Erasmus - um pré-balanço

E eu cumpri-o.

O meu sonho, a minha cidade. Desde Setembro que vivo numa cidade que sempre me fascinou. Não sei como começou essa paixão, algures no passado estarão comentários do meu pai, fotografias, ideias pré-concebidas.

Londres despertou algo em mim que eu já sabia que existia, mas que por condicionantes da vida, nunca quis equacionar. Conhecer o mundo. Como tenho facilidade com línguas, quanto mais estudo, mais se me aguça o desejo. Itália sempre foi um sonho adormecido, Holanda é já uma certeza, quem sabe Irlanda. Para já não me posso permitir a sonhar mais.

Isto para dizer que uma pessoa quando vê uma oportunidade deve ter a coragem de arriscar e agarrá-la como se fosse a última vez que isso acontecesse. Viver em Londres permite-me viajar por um preço bem mais amigável para a carteira, do que se fizesse essa viagem a partir de Lisboa.

Agora que o meu tempo aqui está contado e que já não tenho mais aulas posso começar a fazer um balanço do que foi a minha vida aqui.

No plano amoroso foi uma montanha-russa de emoções. Terminei, agri-docemente, a relação mais duradoura da minha existência. Não quis dar uma oportunidade de sobrevivência, porque não me achava capaz de sobreviver à distância. Algures pelo caminho questionei o meu acto.

Depois veio alguém que assumiu proporções incalculáveis em todo este processo. Alguém que me desafiou como mulher, alguém que me desafiou intelectualmente, alguém que me desafiou a ser pessoa, a ser melhor pessoa. Esse alguém vive uma realidade completamente diferente da minha, mas que se propôs e me convenceu arduamente a aceitar aquilo que eu não quis aceitar com quem amei anteriormente.
Após a nossa viagem a Espanha e depois de um período no qual a minha própria saúde estava em causa, a nossa relação atingiu um auge que eu talvez nunca tenha sentido antes. É um sentimento de que vale a pena a projecção de um futuro. No início, quem perguntava como iria ser depois, era eu. A resposta era sempre, isso depois vê-se. Odiava esta resposta. Adiá-la parecia-me absurdo. Era a minha felicidade que estava em causa. A minha integridade. Para ele era fácil. Para mim, não. Para mim sair de Londres é o cumprimento de um sonho, mas também um capítulo triste, porque tudo o que é bom acaba.
Passado uns meses era ele que trazia de volta o assunto. 'Vamos tentar! Vale a pena. Não sabemos o que acontece amanhã'. E agora, que me sinto no auge, oiço coisas como 'Acho que darás uma excelente mãe' - é absolutamente arrepiante pensar nisto. Não porque não queira ser mãe, quero, e muito, mas é o que a frase subentende - um futuro a dois, que parece irreal, e uma ideia que a caminho dos meus 21 anos eu nunca poderia veícular agora. E depois há aquele cliché do 'nunca amei ninguém como te amo a ti'. O que é que uma pessoa pensa quando ouve isto? 'Sim, está bem. E eu também ainda acredito no coelhinho da Páscoa, no Pai Natal e na fadinha dos dentes'. Mas o olhar contradiz-me. É o olhar intenso, de desejo, de ternura, de dolçura. Agora são as outras pessoas que me perguntam 'Então e como é que vai ser quando voltares' e eu respondo 'Continuaremos juntos e veremos o que acontece'. Uma pessoa planeia até onde pode, o resto é salto sem rede por baixo.

E este amor pôs em perspectiva todo o meu Erasmus. Primeiro porque condicionou a minha vida social. Segundo porque me desafia a ter alternativas. Eu nunca vi com a ideia de que vinha para a borga. Eu apenas queria viver aqui. Respirar a cidade, viver a cidade, aprender a cidade. É óbvio que uma pessoa quer sempre ter amigos, posso dizer que fiz alguns, mas o saldo (neste capítulo) é mais para o negativo do que para o positivo. Vivi momentos de solidão aqui. Longe, uma pessoa percebe quem realmente são os nossos amigos. E isso percebe-se quando voltamos e eles exigem a nossa presença, porque nós fazemos falta, porque nós somos alguém com quem eles querem estar. Penso que neste aspecto o meu Erasmus foi diferente do que para muitos alunos por esse mundo fora foi.

Não me arrependo das minhas escolhas a partir do momento em que encarei a minha relação como séria. Hoje encaro o amanhã com mais tranquilidade. A Marta há uns dias disse-me que eu não posso ter medo do futuro e que se eu penso muito, é porque não estou a aproveitar o presente. Não aproveitar o presente é não viver. E eu quero viver e o que tiver que acontecer, acontecerá, quero apenas que aqueles que considero meus amigos me acompanhem nesse comboio que é a vida. Porque eu não quero ficar na estação a ver as pessoas entrarem e saírem.

Things

Things.

Objects, notes, photographs, tickets, confetti, broken bracelets, rings given by lovers, laces, letters, flyers, maps, drawings. They are just things. Things that you put in a little pretty box. Things that you keep because they are a part of you, because they have a meaning, because they help you remind you of the good moments of your life.

But I often wonder why do I keep these things. I just open the little box from time to time. Sometimes it makes me sad because I wish those moments would last forever. Sometimes it makes me happy because I realize that I lived those moments fully. Still, why do I keep these things? One day I will die and they will all lose their meaning, and all those memories will die with me. My sons and daughters will never know why did I keep them, they will probably throw them away.

They are just things. They are my things.

Let's keep opening the box from time to time.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Antecipação

Uma das frases que melhor me descreve é 'Tu sofres por antecipação', seja no trabalho ou no amor.

Contudo, no amor é pior, porque são facadinhas daquelas muito agudas e que depois se salpica um pouco de limão e sal para arder.
E arde, arde e não é pouco.

A minha vida amorosa tem sido sempre assim. Não sei como gerir aquilo que sinto. No damage control.

Mas no meio desse sentimento de espera daquilo que ainda não aconteceu, há e houveram momentos de pura felicidade. Momentos em branco, onde não há mais nada se não aquilo que se passa naquele determinado espaço.
Não há trânsito, não há tempo e, por isso, não há prazos, não há trabalho, não há preocupações, nem tristezas. Só aquela carícia, aquele olhar, aquelas cócegas, aquela gargalhada intensa, aquela voz parva, aquela fuga de quem sabe que vai ser apanhado e vai ser envolvido num abraço forte e num beijo.
E no fim, qualquer que ele seja, isso fica sempre mais presente do que qualquer lágrima ou qualquer discussão. Que as dúvidas, por mais pertinentes que sejam, são abafadas por esses momentos quentes e acolhedores.

Não posso fazer promessas. É errado. Não se força o que se sente, nem o tempo. Também não gosto que me as façam, porque no fundo isso é apenas criar uma falsa esperança.

A única certeza que tenho a este ponto da minha vida é que tenho um ano mais à minha frente até ser licenciada. Vou stressar, vou dizer que odeio x matéria ou x professor. Been there, done that, não vale a pena lamentar, pois a sociedade é mesmo assim seja na vida acadérmica, seja na vida profissional.
Depois disso, só o destino sabe. Bruxelas, Paris ou Londres de novo...Não sei. Por um lado quero começar a ganhar o meu dinheiro, por outro tenho uma casa completamente nova para disfrutar. O sofrer por antecipação põe-se então em questão porquê? Por duas perguntas muito simples: Quem é que espera dois anos por alguém quando se tem 20 e tal anos? Se eu não o consegui antes, o que me faz acreditar que agora vou conseguir?

Em Setembro, ou mesmo antes, talvez volte a pegar nisto e diga 'Estava certa' ou 'Estava errada'. Em Setembro verei o que o destino me reservou.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Essências


Há uma coisa que só em Lisboa (e talvez Paris) faço - é sair de casa e dizer 'Não sei quando volto' e andar, sem destino, com o ipod no bolso.
Andar, andar, andar como se eu estivesse na música que estou a ouvir.

Sinto todas as notas, todos os sussurros, todas as respirações e mesmo o ranger dos bancos do estúdio, sinto cada palavra que movo nos meus lábios sem emitir som... Sinto todas as asneiras que fiz, todas as pessoas que eventualmente magoei e todas as que me magoaram a mim, sinto todos os momentos especiais, sinto todos os momentos de saudade, sinto as lágrimas, sinto os sorrisos, sinto as perguntas que me correiem e quero ardentemente fazer, porque me quero magoar mais para depois seguir... Sinto o atravessar da rua, as folhas das árvores a dançarem umas com as outras...

Voltei.

Entro no quarto, miro-me naquele grande espelho durante horas. Não procuro beleza, nem egocêntrismo. Procuro-me. Às vezes procuro a raiva em mim, outras a casmurrice, outras a felicidade. Miro-me porque às vezes até tenho respostas.

Um dia, nós os dois vamo-nos sentar e eu vou perguntar-te tudo aquilo que quero ouvir. Vou ter coragem e libertar-me. E depois segues, como fizeste tão bem.

Na quarta vou pegar no ipod e vou-me perder em Londres, porque quero cantarolar todas as canções saudosistas e com memórias. A música é a minha essência. É a arte que me transfigura, que me ensina e que me cura.
E quando voltar rendo-me à vida novamente.

sábado, 23 de maio de 2009

Uma semana em cheio

Esta semana, foi talvez uma das semanas mais marcantes da minha vida.
Pela primeira vez atingi a fantástica meta de estar há um ano com a mesma pessoa, num relacionamento sério, de altos e baixos, que me põe à prova constantemente. Se por um lado, eu sou a mesma pessoa em determinados aspectos, noutros cresci, evoluí e adaptei-me. Não digo que a minha vida gire à volta do meu namorado, porque não é assim, mas é um facto que há coisas que organizo e estipulo com base na minha relação. Podem alegar a falta de liberdade, mas comigo não se passa isso, porque se assim fosse há muito que eu tinha saltado borda fora. Eu preso muito o estar com os meus amigos, o ir a concertos, o ir ao ginásio ou simplesmente da explicações. Tal como ele presa os seus momentos caseiros, a papar séries e a jogar. Há um mote em comum, que é o respeiro mútuo e o espaço de cada um. Isso para mim, tal como a confiaça e honestidade são as bases de qualquer relação.


Fui ao cinema com uma amiga (a amiga do cinema) e fomos ver o The Edge of Love. Não li críticas nenhumas ao filme, não faço ideia se disseram bem ou mal. À partida pensei que ia ver mais um filme sobre a Segunda Guerra Mundial, mas não.
Assisti a um filme brilhantemente filmado, com um contraste brutal entre o céu negro de uma Londres devastada, o vermelho dos lábios de Keira Knightley e o verde e cinzento de uma Gália fria. Os ângulos são diferentes dos que estamos acostumados a ver, a ideia é de proximidade, há uma busca pela verdade ou pelo vacilo nos olhos dos personagens. É uma história em que os primeiros amores não têm um final feliz, como o de costume. É uma história em que a traição parece iminente e acontece mesmo, mas no fim não passou de um impulso. É uma história de dois casais, em que as duas mulheres, apesar de nutrirem um amor/amizade pelo mesmo homem, constroiem uma bela e espantosa amizade. A amizade em que se dá tudo o que se tem e o que não se tem e que acenta na verdade.
Há muito que não via um filme que me desse vontade de escrever sobre ele.


Fui ao Lux ver Mstrkrft e adorei. Foi uma noite muito bem passada. Daquelas que já tinha saudades - dançar até aos pés estarem uma lástima. Dançar sempre foi a minha paixão, há muito que já não o faço e ir a discotecas dá-me um sempre um cheirinho daquilo que fazia.

Foi uma semana em cheio.