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sábado, 30 de janeiro de 2010

Antecipação

Uma das frases que melhor me descreve é 'Tu sofres por antecipação', seja no trabalho ou no amor.

Contudo, no amor é pior, porque são facadinhas daquelas muito agudas e que depois se salpica um pouco de limão e sal para arder.
E arde, arde e não é pouco.

A minha vida amorosa tem sido sempre assim. Não sei como gerir aquilo que sinto. No damage control.

Mas no meio desse sentimento de espera daquilo que ainda não aconteceu, há e houveram momentos de pura felicidade. Momentos em branco, onde não há mais nada se não aquilo que se passa naquele determinado espaço.
Não há trânsito, não há tempo e, por isso, não há prazos, não há trabalho, não há preocupações, nem tristezas. Só aquela carícia, aquele olhar, aquelas cócegas, aquela gargalhada intensa, aquela voz parva, aquela fuga de quem sabe que vai ser apanhado e vai ser envolvido num abraço forte e num beijo.
E no fim, qualquer que ele seja, isso fica sempre mais presente do que qualquer lágrima ou qualquer discussão. Que as dúvidas, por mais pertinentes que sejam, são abafadas por esses momentos quentes e acolhedores.

Não posso fazer promessas. É errado. Não se força o que se sente, nem o tempo. Também não gosto que me as façam, porque no fundo isso é apenas criar uma falsa esperança.

A única certeza que tenho a este ponto da minha vida é que tenho um ano mais à minha frente até ser licenciada. Vou stressar, vou dizer que odeio x matéria ou x professor. Been there, done that, não vale a pena lamentar, pois a sociedade é mesmo assim seja na vida acadérmica, seja na vida profissional.
Depois disso, só o destino sabe. Bruxelas, Paris ou Londres de novo...Não sei. Por um lado quero começar a ganhar o meu dinheiro, por outro tenho uma casa completamente nova para disfrutar. O sofrer por antecipação põe-se então em questão porquê? Por duas perguntas muito simples: Quem é que espera dois anos por alguém quando se tem 20 e tal anos? Se eu não o consegui antes, o que me faz acreditar que agora vou conseguir?

Em Setembro, ou mesmo antes, talvez volte a pegar nisto e diga 'Estava certa' ou 'Estava errada'. Em Setembro verei o que o destino me reservou.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Dino


Poucos sabem disto, porque durante muito tempo eu tinha vergonha de dizer que ainda hoje tenho um 'amigo'.

O Dino foi um presente para o meu irmão quando ele nasceu em 1992. Mas eu, sem maldade e nem me lembro do acto, apropriei-me para sempre do dito.
Chamei-o Dino muito provavelmente porque era muito parecido com o dinossauro dos Flinstones.

Uns anos mais tarde, em estado tal de degradação o meu pai adquiriu um segundo Dino, exactamente igual e que desta vez vinha com um mini Dino amarelo-tipo-colete reflector dentro de um ovo de borracha crachado ao meio, como se fosse um ovo pré-histórico. Infelizmente, uma vez que adoptei o mini Dino para viagens, acabei por perdê-lo numa delas.O primeiro Dino serviu de brinquedo a gatos e o segundo ainda hoje está comigo.

Passados mais de 10 anos, maravilha das Internetes, o meu namorado encontrou, talvez, o último dinossauro da colecção de '92 da Fisher Price.


PS - Dois posts num dia - É A LOUCURA!

domingo, 1 de novembro de 2009

Não quero estar aqui

Não quero estar aqui.
Não quero.
E não digo aqui neste sítio,
Digo aqui
Aqui onde a minha mente tem um lugar para ti

É um lugar cheio de coisas boas
Mas onde as lágrimas e os gestos rudes também vivem
Um lugar que outrora quis preservar
Mas que agora sinto que devería apagar.

Não quero estar aqui.
Dói.
Vamos parar, vamos sair daqui.
Quero ver-te
Quero ver-te ouvir-te
Ouvir-te recitar toda a dor que criaste no meu lugar para ti.

Um lugar onde agora criaste uma outra imagem
Uma outra pessoa
Um lugar onde essa pessoa vive e me atormenta
Um lugar que era só nosso

Não quero estar aqui.
Não quero.
Este lugar tem desejos teus que não são comigo.
Desejos esses que poluiem as minhas memórias
Memórias de coisas que eu nunca vi
Mas que sinto, pois as imagino.
Coisas que comigo não fizeste.

Não quero estar aqui.
Dói.
Vamos parar.

Carolina Castaño

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Silly Season

Pois é, com o Verão chega também a Silly Season!

A Silly Season caracteriza-se por não haver notícias de jeito visto que toda a gente está de férias, a modos que a imprensa se vira para coisas tão banais como especular se o cantor tal bebeu a bebida x naquele bar.

Penso que a Silly Season chegou aqui ao Notes by little Carol. Depois do Optimus Alive (que foi muito bom!) não há muito que eu possa partilhar...Ainda não foi à praia, estou com um ar deslavado. Por outro lado, sábado é o Super Bock Super Rock em Lisboa, o que quer dizer que falta muito pouco para ver os Mando Diao <3

Hoje estreia finalmente (!) o sexto filme de Harry Potter e como é óbvio a minha pessoa vai ver!

Até ao próximo post

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Férias

Pois é, estava tão desesperada por férias que elas chegaram e eu não vim aqui dizer nada.

Passei a tudo e com notas bastante boas.

Ainda não fui à praia, mas já descansei e já vi umas quantas lojas, pois já estava a ressacar!

Estive a trabalhar no festival Delta Tejo e valeu muito para ganhar experiência e ter mais uns lamirés do mundo da música em Portugal. Espero poder fazer algo do género muito em breve. Penso ter causado boa impressão.

Parabéns à minha cara-metade que hoje comemorou 22 aninhos <3

Esta semana as mais ouvidas foram de Hot Chip, MGMT e Lykke Li.

domingo, 7 de junho de 2009

Decidi limpar o pó a este blog, não que tenha muita afluência, mas já estava a precisar de um novo post.

Mais um fim-de-semana que podia ter adiantado trabalho, mas não o fiz.

Em vez disso estive a engonhar.

Ontem peguei no carro e fui à aventura. Meti-me pela primeira vez na 2ª Circular, aindei por Santa Apolónia, Baixa, Alameda, Roma, Entrecampos, Olaias, Bela Vista, Expo...
Soube bem conduzir, janela aberta, o Continuum de John Mayer a tocar com um volume considerável...

Hoje, também pela primeira vez, fui cumprir com o meu DEVER cívico e fui votar.
É interessante estar à espera de resultados e saber que eu faço parte dos mesmos.
E é por isso que eu não percebo...como é que há 60% da população recenseada a não votar? Será que as pessoas não percebem o quão importante é fazerem-se ouvir, mesmo que seja um voto em branco? É que depois, como típicos portugueses do Zé Povinho querem mamar à conta do Estado e vão pedir contas ao Governo e políticos.
Penso que senão se fazem ouvir por um dos meios que mais significado tem, então depois também não podem vir reenvidicar o que quer que seja...

Hoje não foi um bom dia...

sábado, 9 de maio de 2009

Eco


A minha casa faz eco.

Porquê? Porque tudo o que fazia dela uma casa foi retirado.

Apesar de já não lá estar há 6 meses, ainda dormia lá umas quantas vezes, ou por causa do babysitting ou porque simplesmente me dava mais jeito acordar mais perto da faculdade, ou ainda, para dormir com o meu namorado.

É estranho ver toda a casa vazia, sem qualquer traço de personalidade.

É muito interessante (e cansativo) retirar o recheio duma casa. Os objectos que já não nos lembrávamos que existiam, as memórias retiradas de armários e gavetas. As roupas escondidas, ou porque não as conseguimos mandar fora, ou porque as detestávamos.

Durante anos desejei que a minha casa deixasse de ter estuque e areia a caierem constantemente. Durante anos desejei que aquelas rachas desaparecessem. Durante anos desejei que a minha casa não fosse estupidamente quente no verão, e estupidamente fria no inverno.

Na segunda-feira, a minha casa terá buracos abertos duma ponta à outra, fios eléctricos à mostra, suportes, e tantas outras coisas. Porém, tão cedo não vou ver o resultado. E é isso que as pessoas esperam sempre: resultados e, sempre o mais rapidamente possível!
Há meses que só penso na nova disposição da minha mobília, da decoração que penso fazer...Só que é preciso tomar opções e os meus (nossos - mãe e irmão) planos se calhar não vão ser o que pensávamos. São precisas coisas como televisão, fogão, frigorifíco com arca, cama (irmão), armários (mãe e irmão, e supostamente para mim também), e agora se calhar o orçamento não chega, pois os planos requerem mais investimento para ficarem bem executados.

Quando se pensou na obra do interior da casa, a ideia era de que o espaço iria finalmente ser maior e ia ter finalmente um aspecto digno para o tipo de prédio em que vivemos (este por sua vez também reabilitado pela primeira vez desde há 30 ou 40 anos). Mas a crise anda por aí, e a casa não vai ter o final tão esperado, muito menos com o recheio esperado.
E é talvez isso que me deixe triste. É que a minha casa vai ter um aspecto novo, mas a sensação do velho continuará lá. E o facto de não ter o novo, não é por o ser, ou por materialismo, é porque efectivamente o novo faz falta. É o sentimento de realização que vai faltar. O acabemento.

Acabo com uns versos de uma música com o mesmo título que este post, 'Echo' (Hush Sound):


Echo, my voice is an echo
Of places I don't know

And stories I've been told
Echo. We all are connected
A lighthouse a voyage

For history's sake,
Will you please take notice?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Estou viva

Esta mensagem destina-se a informar que a minha pessoa se encontra viva e que tem o tempo bastante limitado (mais do que o costume - o que é difícil).

Assim, deixarei os posts mais longos para outra altura em que não tenha que REPETIR o exame de História da Tradução. Sim, aquele mesmo. Aquele para que eu estudei imenso e que menciono aqui n vezes.

We'll be in touch soon,

Carol
xx

domingo, 3 de maio de 2009

'Não gosto dessas calças...'

Quem me conhece sabe que se eu tivesse dinheiro passava a vida em lojas...Hum, esperem lá. Eu não tenho dinheiro, e passo a vida a ver roupa em lojas (guilty pleasure).

Nunca em toda a minha vida de consumidora de moda senti a necessidade de ter um buraco para me esconder.

Estava eu a ver calças com o meu namorado, quando vamos ver secções diferentes. Ao voltar, pego nas supostas calças que supostamente ele estava a ver e digo 'Hum, não gosto dessas calças'. Ora quando eu olho, não era a minha cara metade, mas sim um outro consumidor, que por acaso também usava óculos, tal como o meu namorado. Pedi desculpa, dizendo que pensava que ele era a pessoa que estava comigo, corri para junto do meu verdadeiro namorado, peguei-lhe no braço, escondi-me atrás da roupa, contei-lhe o sucedido e dei a retirada para a loja mais próxima em refúgio.

O senhor riu-se e disse que não fazia mal, mas não é isso que está em questão. É que eu pura e simplesmente dei-lhe a dica de que as calças de ganga eram feias!

Vou pensar duas vezes antes de fazer comentários da próxima vez que o meu namorado for às compras comigo! É tipo aqueles manequins que estão na H&M do Chiado...penso sempre que é mesmo um senhor sentado no balcão da roupa...Só depois é que olho com mais atenção.

sábado, 25 de abril de 2009

Nervos à flor da pele!

Pois é mundo da Internet, a minha pessoa anda uma pilha!

Não durmo decentemente há semanas e ando a irritar-me com uma facilidade desconcertante. São raras as vezes que não me descontrolo. O que é grave...ando a fazer toda a gente à minha volta irritar-se também (desculpas ao meu namorado, principalmente!).

Pior, é que tudo o que tenha a ver com Erasmus me deixa numa ansiedade tal, que eu penso logo que não vou e pronto.

Segunda é já o primeiro teste de História de Tradução e não me sinto absolutamente nada confiante. São tantos alfabetos, tantos períodos das línguas e das literaturas inglesas, francesas, espanholas, portuguesas e alemãs que a tudo o que eu leio parece que não fica. É desesperante!

Para cúmulo, e como qualquer português nesta época de crise, eu ando a contar os tostões...Mas a culpa também é minha, porque o meu sentido de moda está sempre muito apurado.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Porquê Carol

Andava com umas ideias de criar um blog há já uns tempos.

Não tenho qualquer intuito de instruir alguém, este blog servirá certamente para descarregar as minhas fúrias perante a sociedade, os meus pensamentos, o(s) meu(s) amor(es), a minha música, os meus concertos (meus não, que eu não toco nem uns meros ferrinhos xD), etc.

Então, e porquê Carol?

Porque é o meu diminutivo, porque segundo uma busca rápida significa música e dança (mandaram-me um link da Wikipedia bastante elucidativo, visto que eu não queria acreditar). Confesso que tive alguma dificuldade em encontrar um nome para o blog. Ocorreram-me os títulos mais absurdos que não vou revelar para não deturparem a vossa visão na minha pessoa.

Sem mais nada a acrescentar por hoje.