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domingo, 1 de novembro de 2009

Não quero estar aqui

Não quero estar aqui.
Não quero.
E não digo aqui neste sítio,
Digo aqui
Aqui onde a minha mente tem um lugar para ti

É um lugar cheio de coisas boas
Mas onde as lágrimas e os gestos rudes também vivem
Um lugar que outrora quis preservar
Mas que agora sinto que devería apagar.

Não quero estar aqui.
Dói.
Vamos parar, vamos sair daqui.
Quero ver-te
Quero ver-te ouvir-te
Ouvir-te recitar toda a dor que criaste no meu lugar para ti.

Um lugar onde agora criaste uma outra imagem
Uma outra pessoa
Um lugar onde essa pessoa vive e me atormenta
Um lugar que era só nosso

Não quero estar aqui.
Não quero.
Este lugar tem desejos teus que não são comigo.
Desejos esses que poluiem as minhas memórias
Memórias de coisas que eu nunca vi
Mas que sinto, pois as imagino.
Coisas que comigo não fizeste.

Não quero estar aqui.
Dói.
Vamos parar.

Carolina Castaño

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Una vez más

A la primera persona que me ayude a comprender
pienso entregarle mi tiempo, pienso entregarle mi fe,
yo no pido que las cosas me salgan siempre bien,
pero es que ya estoy harto de perderte sin querer (querer).

A la primera persona que me ayude a salir
de este infierno en el que yo mismo decidí vivir
le regalo cualquier tarde pa' los dos,
lo que digo es que ahora mismo ya no tengo ni siquiera dónde estar.

El oro pa' quien lo quiera pero si hablamos de ayer:
es tanto lo que he bebido y sigo teniendo sed,
al menos tú lo sabías, al menos no te decía
que las cosas no eran como parecían.

Pero es que a la primera persona que me ayude a sentir otra vez
pienso entregarle mi vida, pienso entregarle mi fe,
aunque si no eres la persona que soñaba para qué
(¿qué voy a hacer? nada).

¿Qué voy a hacer de los sueños?
¿qué voy a hacer con aquellos besos?
¿qué puedo hacer con todo aquello que soñamos?
dime dónde lo metemos.

¿Dónde guardo la mirada que me diste alguna vez?
¿dónde guardo las promesas, dónde guardo el ayer?
¿dónde guardo, niña, tu manera de tocarme?
¿dónde guardo mi fe?

Aunque lo diga la gente yo no lo quiero escuchar,
no hay más miedo que el que se siente cuando ya no sientes nada,
niña, tú lo ves tan fácil, ¡ay amor!
pero es que cuanto más sencillo tú lo ves, más difícil se me hace.

A la primera persona que me ayude a caminar
pienso entregarle mi tiempo, pienso entregarle hasta el mar,
yo no digo que sea fácil, pero, niña,
ahora mismo ya no tengo ni siquiera dónde estar.

A la primera persona que no me quiera juzgar
pienso entregarle caricias que yo tenía guardadas,
yo no pido que las cosas me salgan siempre bien
pero es que ya estoy harto de perderte.


Y a la primera persona que me lleve a la verdad
pienso entregarle mi tiempo, no quiero esperar más,
yo no te entiendo cuando me hablas ¡qué mala suerte!
y tú dices que la vida tiene cosas así de fuertes.

Yo te puedo contar cómo es una llama por dentro,
yo puedo decirte cuánto es que pesa su fuego,
y es que amar en soledad es como un pozo sin fondo
donde no existe ni Dios, donde no existen verdades.

Es todo tan relativo, como que estamos aquí,
no sabemos, pero, amor, dame sangre pa' vivir,
al menos tú lo sabías, al menos no te decía
que las cosas no eran como parecían.

Y es que a la primera persona que no me quiera juzgar
pienso entregarle caricias que yo tenía guardadas,
niña, tú lo ves tan fácil, ¡ay amor!
pero es que cuanto más sencillo tú lo ves, más difícil se me hace.

A la primera persona que no me quiera juzgar
pienso entregarle caricias que yo tenía guardadas,
yo no digo que sea fácil, pero, niña,
ahora mismo ya no tengo ni siquiera dónde estar.
ni siquiera dónde estar.

A La Primera Persona, Alejandro Sanz

sábado, 3 de outubro de 2009

The Erasmus Experience

When I first started to take care of the Erasmus programme I had no idea how tiring and complex the process would be.

Since May I have been filling forms in two languages, constantly reading the websites from both universities, bank problems, official documents for Finance department and Social Security...Bureaucratic crap, basically.

I am finally installed and every single bureaucratic issue is solved. I am definitely sleeping better now.

I am mesmerised by this city and all of what it offer me.
I am still getting used to the crowded pavements, the pushes at the underground, the traffic at Oxford Street, nevertheless I feel it is the way of London saying 'I'm alive'.
The weather has been kind and the rain rarely pops, so I have been able to explore more.

I've eaten to pubs, to bars in the Soho, walking for hours in streets I know as if I lived here all my life. The only place I'm still getting lost is Waterloo, which is a little bit strange...

King's College is amazing. The main difference between this country and Portugal is the way they treat students. The facilities are huge and modern and staff is immensely helpful and kind.
Try to picture a University in Portugal with a Church, a Mosque and two clubs...Unbelievable right? I got lost on my first day of lectures trying to find the room. I was 15min late!
Plus, as students we are entitled to all sort of discounts. The feeling I have is that students are much better treated than in Lisbon.

I was supposed to post a long time ago, but I was not feeling in the mood to post. Sometimes I am on the bus and I see something that strikes me and I think 'Oh, I should mention this on the blog', but when I get back home I forget and do something else.

Next post I'll talk more about the Chesney Building and its wonderful and amazing Mezzanine :D

See you soon!
xx

terça-feira, 22 de setembro de 2009

London, finally!


Desde dia 10 que ando numa roda viva. Londres é um mundo de diversidade e actividades. Há tanto para ver e fazer, que uma pessoa não sabe bem o que fazer primeiro. Pelo menos quando eu cheguei não sabia muito bem por onde começar as minhas caminhadas para absorver tamanha cidade.

Nos primeiros dias estive em casa duma amiga da minha mãe em Chalk Farm, Camden Town. A minha vida nesses dias baseou-se a passear pelo Camden Market (a loucura total!) a ver todo o tipo de lojas. As minhas favoritas foram as vintage que eram simplesmente adoráveis. Não dispensei também uns passeios por Central London, embora me tenha perdido um bocado em Oxford Street tendo andado mais de 3 horas seguidas.

Estive também em Southampton com o André e não foi bem o que os dois esperávamos...Shirley era uma zona engraçada, mas não tinha nada por aí além para se ver. Penso que não cheguei a ver o que Southampton tem realmente a oferecer.

Entretanto, estou instalada na residência de King's College London desde dia 19. Estou no Chesney building em Hampstead Residence. É uma zona residencial, tranquila, bastanta agradável. Aos poucos eu e a Maria lá vamos fazendo os nossos amigos.

O tempo tem estado magnífico, choveu apenas quando fui a Southampton. Contudo, começa a arrefecer, o que não me importo de todo.

O meu Campus, Strand, é gigante! Para terem uma noção da coisa, tem uma igreja, duas discotecas e pelo que ouvi também tem uma mesquita! A organização no dia das inscrições é de deixar qualquer português maluco. Todos os passos estavam sinalizados, éramos sempre conduzidos por alunos (provalvelmente voluntários), mas o que acho que mais me impressionou foi o facto de terem feito o cartão de aluno na hora, assim em 2 minutos. Tiraram foto, os dados já estavam no computador, basicamente foi só fazer o cartão.

A minha batalha agora é conseguir o prolongamento da estadia e alterar as cadeiras em que estou inscrita em Lisboa para obter equivalências (isto por uma falha de comunicação...). Espero que tudo se resolva.

Até às próximas postagens!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Decididamente

Decididamente eu não consigo manter um blog activo!

Dia 10 de Setembro parto para a cidade do meu coração. Vou ter 9 dias de puras férias, ver o que dantes não e fotografar muito.
Depois, dia 19, mudo-me para a Residência e aí sim vai começar a minha jornada. Vou ter que comprar utensílios de cozinha, roupa de cama, comida, enfim, aprender a gerir o meu dinheiro e o meu tempo. Quero muito inscrever-me num ginásio, mas se o dinheiro apertar vou ter que repensar essa minha vontade (porque por mais que dia que vou correr naqueles belos parques, o frio e a chuva vão desmotivar-me).

O novo álbum de Jamie Cullum está prestes a sair. Estou mortinha para ouvir 'The Pursuit'. O single 'All Over It' é contagiante, alegre, crescente. É daquelas músicas que dá vontade de ouvir no ipod a andar de bicicleta num parque e a sorrir que nem parva pela estrada fora.
Tinha imensas saudades de sentir esta iminência de um novo álbum. Ouvir excertos de músicas, o momento em que me apercebo que já decorei partes das mesmas, aquilo que ao início não gosto, mas que mais tarde posso vir a adorar...É essa a magia do Jamie. Não sabemos o que de diferente está no álbum, sabemos sim, que vindo dele só pode ser bom!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

'Jasus!'

Pois é, 'Jasus'! E porquê? Porque o Notes não é actualizado desde 16 de Julho...mais de um mês!
Um mês de pó netístico!


Bom, então o que há para contar...Comecemos pelo que as pessoas fazem no Verão, a praia...Pois, praia aqui para estes lados é mentira, contam-se aqueles dois mergulhos nos feriados de Junho na Ericeira e umas quantas cabeçadas no oceano na Zambujeira do Mar. Mas prometo que esta semana vou à praia com a minha Sofs.


18 de Julho - Super Bock Super Rock, Estádio do Restelo

E porque é que o dia 18 foi tão épico? Porque só de pensar em Mando Diano os meus joelhos juntam-se e os meus olhos reviram. Só de me lembrar do senhor Björn a chegar-se à frente do palco a dizer 'Cmon' e fazer aquele movimento de incentivo ao público com as mãos....Well, you get the general idea! Foi o concerto mais sexy do ano!

Mas a noite era mesmo dos Killers. E que noite! Brandon Flowers entrou, e muito bem, dizendo num Português bastante razoável: 'Boa noite, nós somos os Killers e esta noite somos todos vossos!'. Ele não estava enganado, o que ele não sabia é que iria ter um público completamente devoto e tão acolhedor. O encore de Spaceman pode parecer absurdo, mas quem lá esteve sabe o quão emocionante foi. O último álbum ao vivo e naquela noite em especial até se torna menos foleiro. Muito bom. Entrou no top dos melhores concertos a que assisti este ano.


Finais de Julho - Paredes de Coura:

Não foi o festival que estava à espera. Se por um lado toda aquela Natureza é inspiradora e revitalizante, apanhar tosga atrás de tosga moeu bastante e deixou-me de rastos para o Sudoeste. Contudo, não me posso queixar de todo, até porque a minha mãe não deixa! A sério! Ela não me deixa porque diz que 'quem corre por gosto não cansa'. Tenho a dizer que cansa, mas eu penso que vale a pena (tirando a busca épica e inglória por um wc minimamente decente). Boa música era de esperar! Fazer novos amigos é sempre bom e dá-nos a oportunidade de voltar a falar pelos cotovelos de coisas que os nossos velhos amigos estão cansados de ouvir. Dá-nos outra perspectiva...

E por falar em perspectiva. Paredes de Coura também me deu uma outra perspectiva em relação às atitudes que tomo em relação aqueles que me rodeiam. Se é verdade que a experiência nos últimos dois anos me fez crescer, a verdade é que ainda retinha coisas que há muito deviam ter mudado. Nalgum momento na vida uma pessoa aprende a dizer não. Pesei bastante as minhas opções e só espero que no fim ganhe eu e não a vozinha interior.

Mas para mim o grande prato foram os Franz Ferdinand. Que concerto! Havia tochas, minha gente! Foi explosivo, grandioso e contagiante.

Tarré vai um Rings?


E o Agosto chegou - Sudoeste, Zambujeira do Mar

E o que é que o Sudoeste me reservou? Não muito. Ou melhor...até muito. Rever The National é sempre empolgante. Adoro o autismo do Matt ao vivo, os tropeções, o bater de palmas, o fechar de olhos...É quase como um antagonismo daquilo que representa a música dos The National.

E o fado voltou ao Alentejo com Mariza a mostrar que ela é que a sabe e com Deolinda a passearem-se pelo recinto num autocarro como que num movimento perpétuo associativo...Ah Portugal! Assim acredito!

Os Jet foram uma boa surpresa, não estava de todo à espera, pena foi não terem um público à altura. Na Zambujeira é mais difícil cativar um público jovem e sedente de borga e música mainstream.

E as Au Revoir Simone trouxeram a doçura e delicadeza que tanto falta a este festival. Acho que actuaram num registo mais alegre que em Paredes de Coura do ano passado.

Lily Allen, eu gostei. Sinceramente pensei que fosse má ao vivo, mas parece que eu estava enganada. Penso que lá para o final é que ela agarrou melhor o público do último dia do festival.


Hoje dia 18 parabéns à minha prima Madalena. A ela lhe dedico isto:

- O quê? Tu não és um grilo da sorte?
Então e tu? És um bode?


A ver se o Notes não fica tanto tempo sem actualização!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Silly Season

Pois é, com o Verão chega também a Silly Season!

A Silly Season caracteriza-se por não haver notícias de jeito visto que toda a gente está de férias, a modos que a imprensa se vira para coisas tão banais como especular se o cantor tal bebeu a bebida x naquele bar.

Penso que a Silly Season chegou aqui ao Notes by little Carol. Depois do Optimus Alive (que foi muito bom!) não há muito que eu possa partilhar...Ainda não foi à praia, estou com um ar deslavado. Por outro lado, sábado é o Super Bock Super Rock em Lisboa, o que quer dizer que falta muito pouco para ver os Mando Diao <3

Hoje estreia finalmente (!) o sexto filme de Harry Potter e como é óbvio a minha pessoa vai ver!

Até ao próximo post