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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Dino


Poucos sabem disto, porque durante muito tempo eu tinha vergonha de dizer que ainda hoje tenho um 'amigo'.

O Dino foi um presente para o meu irmão quando ele nasceu em 1992. Mas eu, sem maldade e nem me lembro do acto, apropriei-me para sempre do dito.
Chamei-o Dino muito provavelmente porque era muito parecido com o dinossauro dos Flinstones.

Uns anos mais tarde, em estado tal de degradação o meu pai adquiriu um segundo Dino, exactamente igual e que desta vez vinha com um mini Dino amarelo-tipo-colete reflector dentro de um ovo de borracha crachado ao meio, como se fosse um ovo pré-histórico. Infelizmente, uma vez que adoptei o mini Dino para viagens, acabei por perdê-lo numa delas.O primeiro Dino serviu de brinquedo a gatos e o segundo ainda hoje está comigo.

Passados mais de 10 anos, maravilha das Internetes, o meu namorado encontrou, talvez, o último dinossauro da colecção de '92 da Fisher Price.


PS - Dois posts num dia - É A LOUCURA!

Essências


Há uma coisa que só em Lisboa (e talvez Paris) faço - é sair de casa e dizer 'Não sei quando volto' e andar, sem destino, com o ipod no bolso.
Andar, andar, andar como se eu estivesse na música que estou a ouvir.

Sinto todas as notas, todos os sussurros, todas as respirações e mesmo o ranger dos bancos do estúdio, sinto cada palavra que movo nos meus lábios sem emitir som... Sinto todas as asneiras que fiz, todas as pessoas que eventualmente magoei e todas as que me magoaram a mim, sinto todos os momentos especiais, sinto todos os momentos de saudade, sinto as lágrimas, sinto os sorrisos, sinto as perguntas que me correiem e quero ardentemente fazer, porque me quero magoar mais para depois seguir... Sinto o atravessar da rua, as folhas das árvores a dançarem umas com as outras...

Voltei.

Entro no quarto, miro-me naquele grande espelho durante horas. Não procuro beleza, nem egocêntrismo. Procuro-me. Às vezes procuro a raiva em mim, outras a casmurrice, outras a felicidade. Miro-me porque às vezes até tenho respostas.

Um dia, nós os dois vamo-nos sentar e eu vou perguntar-te tudo aquilo que quero ouvir. Vou ter coragem e libertar-me. E depois segues, como fizeste tão bem.

Na quarta vou pegar no ipod e vou-me perder em Londres, porque quero cantarolar todas as canções saudosistas e com memórias. A música é a minha essência. É a arte que me transfigura, que me ensina e que me cura.
E quando voltar rendo-me à vida novamente.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Cold London


Novembro foi frio tanto para o corpo, como para o coração.

O stress é comum em qualquer país, já não ligo, até porque português que é português deixa tudo para a última, mas a saudade, essa sim, é mais forte.

Saudade de quem ficou, saudade do Tejo e do Chiado a espreitar lá de cima. Saudade de quem partiu, famílias e amigos, desconhecidos que à cultura muito deram. Saudade daquele espaço que é só meu (em reconstrução, mas que na minha mente é o meu paraíso).

Londres tem os seus senãos. Tanto tem gente afável e respeitadora, como tem bestas de pessoas cegas por um regime dictatorial imaginário em que o tempo é o ditador.
Mas Londres fria é um encanto. É o sair à rua e as luzes de Natal aquecerem os olhos, é o andar até o nariz pingar, mas ter sempre a sensação que quanto mais andarmos, maior é o mundo a descobrir. O verdadeiro tesouro de Londres são aquelas ruas escondidas entre o Soho e Convent Garden - ruas que imaginamos só existirem em cenários de cinema ou em postais requintados.

Novembro passou e trouxe o frio das memórias que não podem sair da caixa. Quando saiem essas memórias podem ser mais letais que qualquer veneno. Memórias de quem já nos acolheu o coração, daqueles que já cá não estão, daquilo que fizemos e que pensamos e que nunca deveríamos ter desenterrado.
Que Dezembro traga a neve para me encher de sonhos e que traga o cheiro a lenha que embala os nossos passeios. Que traga a felicidade a quem a nós se juntou e a quem por cá anda há mais tempo.

De cada vez que voltar a casa, trago Londres comigo, e penso o quão bom é ter outra perspectiva de sociedade e cultura.

Até breve,

Carol
xx

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Oh...He is back!


Oh yes!

That feeling, that genuine emotion and thrill is back.

It is a cycle.
A couple of years without something new, a time to rest, a time to create, a time to experiment - a time to pursuit. And then comes that expectation for something new, the waiting, and then he slowly starts unveil a little bit of his magic.

That is right, my favourite artist ever is realising is fifth album!
Jamie Cullum is back and the expectations could not be higher. The press is considering 'The Pursuit' as the best thing Jamie ever did.
Honestly, I can understand why. Everytime Jamie Cullum does something he puts all his joy and passion for music. He always reaches another level and I and probably the ones who follow him notice how much he evolved.

I cannot help myself to make a huge smile every time I am on the underground and see his James Bond's look and the piano exploding.
Every single album, every single song give me an happiness I cannot feel in any other circumstances. It is a therapy that gives me another meaning to life. Other perspectives, new ideas, new feelings.

It sure did took some time to be ready but now 'The Pursuit' is here and I am so excited about it!

Thank you very much, JC!

Cheers

xx

domingo, 1 de novembro de 2009

Não quero estar aqui

Não quero estar aqui.
Não quero.
E não digo aqui neste sítio,
Digo aqui
Aqui onde a minha mente tem um lugar para ti

É um lugar cheio de coisas boas
Mas onde as lágrimas e os gestos rudes também vivem
Um lugar que outrora quis preservar
Mas que agora sinto que devería apagar.

Não quero estar aqui.
Dói.
Vamos parar, vamos sair daqui.
Quero ver-te
Quero ver-te ouvir-te
Ouvir-te recitar toda a dor que criaste no meu lugar para ti.

Um lugar onde agora criaste uma outra imagem
Uma outra pessoa
Um lugar onde essa pessoa vive e me atormenta
Um lugar que era só nosso

Não quero estar aqui.
Não quero.
Este lugar tem desejos teus que não são comigo.
Desejos esses que poluiem as minhas memórias
Memórias de coisas que eu nunca vi
Mas que sinto, pois as imagino.
Coisas que comigo não fizeste.

Não quero estar aqui.
Dói.
Vamos parar.

Carolina Castaño

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Una vez más

A la primera persona que me ayude a comprender
pienso entregarle mi tiempo, pienso entregarle mi fe,
yo no pido que las cosas me salgan siempre bien,
pero es que ya estoy harto de perderte sin querer (querer).

A la primera persona que me ayude a salir
de este infierno en el que yo mismo decidí vivir
le regalo cualquier tarde pa' los dos,
lo que digo es que ahora mismo ya no tengo ni siquiera dónde estar.

El oro pa' quien lo quiera pero si hablamos de ayer:
es tanto lo que he bebido y sigo teniendo sed,
al menos tú lo sabías, al menos no te decía
que las cosas no eran como parecían.

Pero es que a la primera persona que me ayude a sentir otra vez
pienso entregarle mi vida, pienso entregarle mi fe,
aunque si no eres la persona que soñaba para qué
(¿qué voy a hacer? nada).

¿Qué voy a hacer de los sueños?
¿qué voy a hacer con aquellos besos?
¿qué puedo hacer con todo aquello que soñamos?
dime dónde lo metemos.

¿Dónde guardo la mirada que me diste alguna vez?
¿dónde guardo las promesas, dónde guardo el ayer?
¿dónde guardo, niña, tu manera de tocarme?
¿dónde guardo mi fe?

Aunque lo diga la gente yo no lo quiero escuchar,
no hay más miedo que el que se siente cuando ya no sientes nada,
niña, tú lo ves tan fácil, ¡ay amor!
pero es que cuanto más sencillo tú lo ves, más difícil se me hace.

A la primera persona que me ayude a caminar
pienso entregarle mi tiempo, pienso entregarle hasta el mar,
yo no digo que sea fácil, pero, niña,
ahora mismo ya no tengo ni siquiera dónde estar.

A la primera persona que no me quiera juzgar
pienso entregarle caricias que yo tenía guardadas,
yo no pido que las cosas me salgan siempre bien
pero es que ya estoy harto de perderte.


Y a la primera persona que me lleve a la verdad
pienso entregarle mi tiempo, no quiero esperar más,
yo no te entiendo cuando me hablas ¡qué mala suerte!
y tú dices que la vida tiene cosas así de fuertes.

Yo te puedo contar cómo es una llama por dentro,
yo puedo decirte cuánto es que pesa su fuego,
y es que amar en soledad es como un pozo sin fondo
donde no existe ni Dios, donde no existen verdades.

Es todo tan relativo, como que estamos aquí,
no sabemos, pero, amor, dame sangre pa' vivir,
al menos tú lo sabías, al menos no te decía
que las cosas no eran como parecían.

Y es que a la primera persona que no me quiera juzgar
pienso entregarle caricias que yo tenía guardadas,
niña, tú lo ves tan fácil, ¡ay amor!
pero es que cuanto más sencillo tú lo ves, más difícil se me hace.

A la primera persona que no me quiera juzgar
pienso entregarle caricias que yo tenía guardadas,
yo no digo que sea fácil, pero, niña,
ahora mismo ya no tengo ni siquiera dónde estar.
ni siquiera dónde estar.

A La Primera Persona, Alejandro Sanz

sábado, 3 de outubro de 2009

The Erasmus Experience

When I first started to take care of the Erasmus programme I had no idea how tiring and complex the process would be.

Since May I have been filling forms in two languages, constantly reading the websites from both universities, bank problems, official documents for Finance department and Social Security...Bureaucratic crap, basically.

I am finally installed and every single bureaucratic issue is solved. I am definitely sleeping better now.

I am mesmerised by this city and all of what it offer me.
I am still getting used to the crowded pavements, the pushes at the underground, the traffic at Oxford Street, nevertheless I feel it is the way of London saying 'I'm alive'.
The weather has been kind and the rain rarely pops, so I have been able to explore more.

I've eaten to pubs, to bars in the Soho, walking for hours in streets I know as if I lived here all my life. The only place I'm still getting lost is Waterloo, which is a little bit strange...

King's College is amazing. The main difference between this country and Portugal is the way they treat students. The facilities are huge and modern and staff is immensely helpful and kind.
Try to picture a University in Portugal with a Church, a Mosque and two clubs...Unbelievable right? I got lost on my first day of lectures trying to find the room. I was 15min late!
Plus, as students we are entitled to all sort of discounts. The feeling I have is that students are much better treated than in Lisbon.

I was supposed to post a long time ago, but I was not feeling in the mood to post. Sometimes I am on the bus and I see something that strikes me and I think 'Oh, I should mention this on the blog', but when I get back home I forget and do something else.

Next post I'll talk more about the Chesney Building and its wonderful and amazing Mezzanine :D

See you soon!
xx